26 de maio de 2016

Do frito e cozido ou do assim e assado...

DIGO QUE FRITO!

Benedito Calixto, «D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal » (1902)
[montagem]
Em tempos correu por aí um slogan publicitário a garantir que «O Toyota veio para ficar». Palavra dada, palavra cumprida. Aí continua a andar e sem vontade de se retirar uma das mais bem-sucedidas marcas japonesas de automóvel. Alexandre O'Neill com o engenho e arte de poeta-publicitário lá foi avisando que «Há mar e mar, há ir e voltar». A frase de prevenção contra o afogamento nas praias vingou e ficou. É agora tida como um legítimo provérbio popular. 

Quando as cortes portuguesas exigiram a D. Pedro de Alcântara que regressasse a Lisboa, este declarou: «Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto! Digam ao povo que fico». Vol-tou alguns anos depois. Para trás deixou a coroa imperial do Brasil e a real de Portugal. Trouxe consigo a que lhe restava de du-que de Bragança. O bom filho à casa volta, dirão uns. Palavras leva-as o vento, dirão outros. Quem muito promete, pouco dá, direi eu.     

3 comentários:

  1. E se "to be or not to be" também servisse para, de facto, salientar a importância de sermos éticos e respeitarmos a sociedade, nem reis, nem políticos, nem homens sem lei nem roque seriam feitos do barro mais sujo...

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  2. Palavra de rei não volta atrás, a de imperador talvez volte. Se as palavras são difíceis de manter, o melhor é não prometer o impossível. O ser ou não ser coerente é que faz com que o barro de que somos feitos tenha uma cor mais ou menos suja, ganhe uma tonalidade mais ou menos limpa…

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  3. Que texto assertivo. Sim concordo, se não pudemos cumprir ou disso não temos a certeza, então é melhor não prometer.

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