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| Josefa de Óbidos - Cesta com cerejas, queijos e barros (1670/80) |
The Quraysh seem to have found a rupture with the ancestral gods profoundly threatening and it would not be long before Muhammad's own life was imperiled. Western scholars have usually dated this rupture with the Quraysh to the possibly apocryphal incident of the Satanic Verses, which has become notorious since the tragic Salman Rushdie affair.Karen Armstrong, A History of God (1993)
As palavras são como as cerejas. Vão umas atrás das outras. Com os livros passa-se o mesmo. Pegamos num e aparecem logo outros à boleia. Farto de procurar os sentidos escondidos por Salman Rushdie n'Os versículos satânicos (1988), interrompi a releitura de verão ao romance maldito e parti à procura de ajuda nas fontes habituais da metalinguagem multicultural usadas em casos que tais.
Após algumas tentativas goradas pelos universos virtuais da netosfera, virei-me para a estante real de livros cá de casa. Dei com a Karen Armstrong a propor-me Uma história de Deus (1993) posta mesmo à frente dos meus olhos. Afinal a alegada blasfémia referia-se a um conjunto de versículos heréticos erradicados por Maomé do Alcorão, por lhe terem sido ditados por inspiração satânica.
O bestseller da ex-freira inglesa trouxe-me de novo à ideia que o ho-mem tem de deus, o nada que é tudo e o tudo que é nada. Enviou-me logo ao abri-lo para a religiosidade de infância de Stephen Dedalus em Dublin, posta em palavras por James Joyce no Retrato do artista quando jovem (1916). Leitura futura a mostrar que os livros são como as cerejas. Vêm sempre agarrados uns aos outros.
O bestseller da ex-freira inglesa trouxe-me de novo à ideia que o ho-mem tem de deus, o nada que é tudo e o tudo que é nada. Enviou-me logo ao abri-lo para a religiosidade de infância de Stephen Dedalus em Dublin, posta em palavras por James Joyce no Retrato do artista quando jovem (1916). Leitura futura a mostrar que os livros são como as cerejas. Vêm sempre agarrados uns aos outros.
