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| Coroa Imperial Amarela P.J Redouté - „Fritillaire Imperiale var jaune“ Choix des plus belle fleurs (1827) |
Toma lá dá cá, imperial e real
No tempo em que havia reis e rainhas a dar com um pau, havia também imperadores e imperatrizes igualmente em barda ali e acoli. Uns já nasciam com esse carma incrustado na pele. Outros eram importados e exportados a granel
À exceção da França, os impérios coloniais europeus nunca optaram por um imperador a reger os seus destinos em todos os territórios pertencentes aos seus domínios multicontinentais. Limitaram-se a um ou outro rei-imperador provisório.
Entre nós, os Avis senhores de meio mundo, limitaram-se a exportar duas imperatrizes para o Sacro Império Romano-Germânico, Dona Leonor e Dona Isabel, filhas de Dom Duarte e Dom Manuel I. Todos de Portugal, como único apelido.
Os Braganças foram mais expeditos. Forneceram ao Brasil dois imperadores e garantia de mais, se a os ditames da história assim o determinassem. Dom João VI foi imperador titular por alguns meses, Dom Pedro IV por algum tempo mais.
Caídos os impérios globais, dentro e fora das fronteiras geopolíticas atuais, ficam os presidentes. Sem consortes a tiracolo, sem títulos a perder de vista, sem coroas reais e imperiais de aparato. Que assim seja agora e sempre. Viva a República!
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| D. Leonor & D. Isabel de Avis - D. João VI & D. Pedro IV de Bragança |


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