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Ocultação temporária, parcial ou total, de um astro por interposição de outro.
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Vi há pouco o que à partida não se vê ou deixa ver. O Sol começou a esconder-se nas costas da Lua que, na ausência de luz e na mais profunda negridão, também deixou de ser vista. Chamam-lhe eclipse solar, uma ocultação total que de muito em muito longe se deixa observar num mesmo quadrante geográfico.
Observei o fenómeno no Parque Ribeirinho da Ria Formosa e no meio duma multidão de mirones munida tal como eu de óculos para eclipse certificados. E o jogo das escondidas entre os dois astros maiores visíveis na nossa esfera celeste lá foi correndo no período de tempo previsto por quem percebe do assunto.
Vistas bem as coisas e por assim dizer, ainda consegui vislumbrar uma fatia solar de 7% a espreitar por uma grande esfera plana de sombra, obscuridade ou trevas lunar, a imitar uma noite antecipada dum par de horas e duração duns breves 27 segundos. Faro, afinal, só nos eclipsou 93% de superfície do astro-rei.
Desisti de ver as Perseidas, anunciadas nos canais mediáticos como a melhor chuva de estrelas-cadentes do ano. A julgar pelo maior eclipse solar dos últimos 114 anos, o melhor é dedicar o tempo a outros entretenimentos, até porque a próxima dança de gato e rato astral só se verificará daqui a uns meros 118 anos.


A agência de viagens com que trabalho organizou oportunamente uma viagem à região de Bragança, com estadia em Rio de Onor para ver o eclipse. Eu adoro passear mas, como os meus olhos resolveram atrapalhar-me nos meus últimos tempos de vida, não me entusiasmei, tanto mais porque conhecia o restante itinerário da viagem. Assim, vi pela TV a sequência em varios locais do país e de Espanha e deliciei-me com as imagens divulgadas posteriormente pela NASA.
ResponderEliminarAqui em Lisboa, estava eu na Esplanada da Mexicana, e nem o seu escureceu, que eu desse conta! Foi tão rápido que nem deu para nos apercebermos! "muita parra, pouca uva"!
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