14 de agosto de 2026

Eclipse total ou pouco mais ou menos

eclipse
(e·clip·se)
Ocultação temporária, parcial ou total, de um astro por interposição de outro.
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Vi há pouco o que à partida não se vê ou deixa ver. O Sol começou a esconder-se nas costas da Lua que, na ausência de luz e na mais profunda negridão, também deixou de ser vista. Chamam-lhe eclipse solar, uma ocultação total que de muito em muito longe se deixa observar num mesmo quadrante geográfico.

Observei o fenómeno no Parque Ribeirinho da Ria Formosa e no meio duma multidão de mirones munida tal como eu de óculos para eclipse certificados. E o jogo das escondidas entre os dois astros maiores visíveis na nossa esfera celeste foi correndo no período de tempo previsto por quem percebe do assunto.

Vistas bem as coisas e por assim dizer, ainda consegui vislumbrar uma fatia solar de 7% a espreitar por uma grande esfera plana de sombra, obscuridade ou trevas lunar, a imitar uma noite antecipada dum par de horas e duração duns breves 27 segundos. Faro, afinal, só nos eclipsou 93% de superfície do astro-rei.

Desisti de ver as Perseidas, anunciadas nos canais mediáticos como a melhor chuva de estrelas-cadentes do ano. A julgar pelo maior eclipse solar dos últimos 114 anos, o melhor é dedicar o tempo a outros entretenimentos, até porque a próxima dança de gato e rato astral só se verificará daqui a uns meros 118 anos.

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