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Porque à dúzia é mais barato...
As pinceladas em contracorrente são cada vez mais espaçadas.
As memórias escasseiam, os horizontes de eventos decrescem, as motivações do dia
a dia minguam. O anuário esvai-se num número redondo ou tido como tal.
Há doze anos uma livraria fechava as portas. Doze anos depois uma livraria ardia. Já não resta nenhuma livraria aberta no centro da cidade. As leituras fazem-se agora on-line ou deixaram de se fazer. A idade dos livros já era.
Entre os incêndios e secas estivais e as depressões e inundações invernais, decorreram os casos, casinhos e casões locais a alternar e/ou a concorrer com a loucura, alienação e insanidade globais. Nada de muito inspirador.

Mudam os tempos, mudam as vontades, umas vezes a pingar, outras a acelerar. E nós a adaptarmo-nos porque assim a vida nos impõe. Que haja pingos de tudo no dia a dia, sinal de que continuamos a viver!
ResponderEliminarE assim vamos passando por entre os pingos da vida...
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