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| John Duncan, Tristan & Isolde (1912) [Museums and Galleries Edinburgh, City Art Centre] |
« Reine Iseult, prenez ce breuvage qui a été préparé en Irlande pour le roi Marc ! »Roman deTristan et Iseultrenouvelé en français moderne par René Louisd'après les manuscrits des XIIe e XIIIe siècles
«A serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o SENHOR Deus fizera; e disse à mulher: “É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?” A mulher respondeu-lhe “Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Nunca o deveis comer, nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis.” A serpente retorquiu à mulher: “Não, não morrereis; porque Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal”.
Vendo a mulher que o fruto da árvore devia ser bom para comer, pois era de atraente aspeto e precioso para esclarecer a inteligência, agarrou do fruto, comeu, deu, dele também a seu marido, que estava junto dela, e ele também comeu.
Então abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus, cose-ram folhas de figueira umas às outras e colocaram-nas, como se fossem cin-turas, à volta dos rins.»
«“Rainha Isolda, aceita esta bebida que foi preparada na Irlanda para o Rei Marcos!” Isolda não respondeu e deixou a serva fazer o que bem entendesse. Quanto a Tristão, acreditou ser um vinho fino oferecido como presente ao Rei Marcos. Sendo um homem cortês e educado, serviu um pouco da bebida na taça e ofereceu-a a Isolda, que a bebeu para matar a sede. Quando ela pousou a taça, ainda meio cheia, Tristão tomou-a e esvaziou-a até à última gota.

