1 de janeiro de 2021

A Cidade de Durrell & Kaváfis

C. R. Cockerell
The Professor’s Dream, 1848

Os versos do velho poeta Konstantínos Kaváfis

JUSTINE
Ela boceja e acende um cigarro; depois senta-se na cama e abraça os delicados tornozelos, começando a recitar lentamente, com um delicioso trejeito, os maravilhosos versos do velho poeta que falam de um amor muito e muito antigo cujo encanto não suporta uma tradução. E ouvindo-a recitar esses versos, pondo em cada sílaba grega, deliberadamente irónica, uma espécie de ternura equívoca, descubro de repente o estranho e ambíguo poder da cidade – a sua paisagem composta de um único plano aluvial, o seu ar de perpétuo esgotamento e compreendo que ela é uma verdadeira filha de Alexandria; isto é, nem grega, nem síria, nem egípcia, mas uma híbrida, um complexo.

Que intensidade põe ela ao recitar a passagem em que o velho lança fora a antiga carta de amor que tanto o comoveu e exclama: «Entro tristemente no terraço; que nada venha distrair o curso dos meus pensamentos, nada, nem mesmo o espetáculo dos movimentos insignificantes da cidade que amo, das suas ruas e das suas lojas!» E levanta-se, abre as persianas e debruça-se sobre a varanda que deita para a cidade recamada de luzes, todo o seu ser tenso sob a carícia do vento do entardecer que chega das planícies da Ásia; e, durante um breve lapso, nem mesmo tem consciência do corpo que lhe pertence. 

APÊNDICES

Recopiei e entreguei-lhe as duas traduções de Cavafy que tanto lhe tinham agradado embora não sejam literais. Hoje, os leitores de Cavafy são mais numerosos, graças à belas e profundas traduções de Mavrogardato, e agora os outros poetas podem tentar interpretá-lo com mais facilidade: tentei mais transplantá-lo do que traduzi-lo, mas não sei até que ponto posso ter sido bem-sucedido.

A CIDADE

Dizes: vou partir
Para outras terras, para outros mares
Para uma cidade tão bela
Como esta nunca foi nem pode ser
Esta cidade onde a cada passo se aperta
O nó corredio: coração sepultado na tumba de um corpo,
Coração inútil, gasto, quanto tempo ainda
Será preciso ficar confinado entre as paredes
Das ruelas de um espírito banal?
Para onde quer que olhe
Só vejo as sombras ruínas da minha vida.
Tantos anos vividos, desperdiçados
Tantos anos perdidos.
Não existe outra terra, meu amigo, nem outro mar,
Porque a cidade irá atrás de ti; as mesmas ruas
Cruzam sem fim as mesmas ruas; os mesmos
Subúrbios do espírito passam da juventude à velhice,
E tu perderás os teus dentes e os teus cabelos
Dentro da mesma casa. A cidade é uma armadilha.
Só este porto te espera,
E nenhum navio te levará onde não podes.
Ah! então não vês que te desgraçaste neste lugar miserável
E que a tua vida já não vale nada,
Nem que vás procurá-la nos confins da terra?

Lawrence Durrel, Justine (1957)
Poema Konstantinos Kaváfis 
IN Quarteto de Alexandria
(Lisboa: D. Quixote, 2012; 31, 207-208)
[Tradução Daniel Gonçalves]

29 de dezembro de 2020

Catequese & Cinema

Codex Manesse / Große Heidelberger Liederhandschrift
„Der Schulmeister von Eßlingen“
Meister des Codex Manesse (c. 1305-1340)

Espaços perdidos da cidade da rainha...

Quem me conhece minimamente nos dias de hoje, sem qualquer tipo de crença no além, duvidará de ter eu andado quatro anos inteiros na catequese, de ter sido batizado com um mês de idade, de me ter confessado, comungado e crismado de livre e espontânea vontade, com toda a pompa e cerimónia usada nessas ocasiões. O meu processo de afastamento das práticas transcendentes exigidas pela religiosidade foi lento e espinhoso mas não vem agora aqui para o caso. Apercebi-me há muito tempo ser a eternidade uma ilusão bem-intencionada da vida para anular os efeitos devastadores da morte, não existe em termos absolutos e só sobrevive numa imortalidade relativa na memória guardada por cada um de nós dentro de si. As nossas boas ou más ações só são premiadas ou castigadas – quando o são – neste nosso mundo do aquém.

A passagem há dias num canal de filmes da TV Cabo de algumas películas a preto e branco do Abbott & Costello fez-me vir à ideia esses tempos inocentes das lições de catecismo, que decorriam no arruinado Hotel da Copa, no antigo Casino do Parque, num prédio devoluto do topo norte da praça da fruta e no coro alto da igreja do Pópulo. Os encontros de doutrinandos realizavam-se nos sábados à tarde e a associação com a dupla cómica estado-unidense advém das matinés que se realizavam no desaparecido Cinema Ibéria, a premiar os aprendizes das coisas divinas que soubessem as preces de cor. Ainda as sei todas na ponta da língua. Só a Salve-Rainha me deu um pouco mais de trabalho, com tanto palavreado junto de sentido obscuro, problema agora resolvido, pois há muito me deixei de rezas a um deus desconhecido e respetiva corte celestial.

Os filmes projetados num miniecrã colocado a meio da sala incluíam ainda algumas curta-metragens do Charlot e Pamplinas, para além dum ou doutro desenho animado do Pica-Pau, do Tom & Jerry ou do Popeye. Vistas bem as coisas e à distância de quase seis décadas, algo ficou dessa catequização primária, completada uma vez por ano com uma excursão pela região. Mosteiros, abadias, conventos igrejas e santuários foram todos visitados sem exceção. A aprendizagem foi depois continuada e aprofundada no Ciclo Preparatório com as aulas de Religião Moral, mas aí já não havia nenhuma compensação extracurricular para quem soubesse de carreirinha as orações de palavras fixas aprendidas na catequese e recitadas na missa de domingo. O tempo da infância começava a ficar para trás e a adolescência a espreitar no horizonte.

25 de dezembro de 2020

Risalamande juleaften

Risalamande med kirsebærsovs

    Arroz com amêndoa e cereja à moda dinamarquesa    

Fomos apresentados há cinco anos em Copenhaga. Voltámos a encontrar-nos agora em Faro. Dá pelo nome de risalamande, uma palavra única dinamarquesa que se pode desdobrar numa frase francesa com quatro palavras riz à l'amande e traduzir em bom português para «arroz com amêndoa», esta versão lusíada com uma ressonância sonora menos exótica ou poética do que a original dano-gaulesa, mas nem por isso menos pantagruélica na sua essência festiva duma noite de consoada passada em família.

A uma primeira abordagem da sobremesa natalícia, somos levados a considerá-la aparentada como o nosso arroz-doce tradicional, mas as semelhanças são muito ligeiras e logo desaparecem em termos visuais, quando substituímos a canela em decorativa pelo molho de cereja aquecido. Aromas e sabores bem diferentes, acentuados sobretudo pela troca da casca de limão pelas amêndoas picadas, a pitada de sal pelos grãos de baunilha e as gemas de ovos por uma dose de chantilly. Ótimas as duas para celebrar a ceia de Natal.

A estirpe familiar do doce viking afasta-se de vez do primo luso no jogo da amêndoa a que está associado, o de deixar um fruto inteiro no seu interior, para atribuir um pequeno prémio a quem o achar. Paralelismos agora com o brinde/fava do tradicional bolo-rei nacional, brincadeira que deixámos pois havia muitos outros presentes à volta da árvore votiva da quadra. Saboreámos o petisco escandinavo por inteiro, com todas as honras merecidas e desejámo-nos um muito caloroso glædelig jul neste ano tão diferente dos habituais.

21 de dezembro de 2020

Pierre Péju, a travessia de Eva: uma história de solidão, infância e silêncio

« Prestement, il quitta le parc du centre et dévala le chemin jusqu’au village où un grand soleil baignait le gris-rose des toitures et le jaune des murs sur lesquels grimpaient de vieilles glycines. Et Vollard eut envie de demeurer en ce lieu. Seul, dans la tiédeur ignorante des choses, sur ce balcon montagneux si difficile d’accès. Midi sonnait. Une cloche qui n'en finissait pas de retenir. Des sportifs de tous âges, solidement chaussés, déposaient leurs sacs à dos contre un mur de pierre et s’asseyaient aux terrasses des auberges. Vollard eut alors faim et soif. À son tour, il s'assit à l'une des tables de bois, sur la place du village ouverte et sur le vaste paysage posa machinalement devant lui le premier livre extrait de sa sacoche.  J'ai cherché partout le bonheur, mais je ne l'ai trouvé nulle part, sinon dans un petit coin, avec un petit livre. »
Pierre Péju, La petite Chartreuse (2002)

Aproveitei a cordial dedicatória que Pierre Péju registou desde a me-diateca de Combourg, numa edição de bolso d'A travessia de Eva (2002), para sintetisar este conto-romance de centena e meia de pági-nas, repartidas por três partes e catorze capítulos providos dum curto dístico clarificador da evolução da história de Étienne Vollard e de Thérèse e Éva Blanchot, o trio de protagonistas do drama-tragédia causado por um atropelamento ocasional numa cidade anónima, antiga, pequena, estreita e comprimida entre montanhas, coberta de neve e de lama gelada. Um livreiro de profissão com uma memória fenomenal, uma mãe ausente e sem tempo para dedicar a uma filha com corpo de boneca perdida, acidentada, condenada ao abandono e mutismo irreversíveis. O silêncio, a solidão e a infância predominam de facto no relato, só competindo em número com as referências re-correntes a livros, livrarias e bibliotecas, sobretudo as mentais, muito provavelmente por serem a melhor companhia para quem foge a sete pés do bruaá envolvente, da caos instalado, do bulício ruidoso do dia-a-dia nos espaços urbanos, em busca da tranquilidade solidária que os leitores amigos da leitura aprenderam a cultivar longe das multidões desde a mais tenra idade.

A ação decorre na antiga província francesa do Delfinado, com uma incidência particular numa região selvagem dos Alpes, situada nas cercanias de Grenoble, Chambéry e Voiron, cujas caraterísticas de isolamento absoluto e de reflexão privilegiada fornece o nome ao título original da obra, La petite Chartreuse. É também por essas mesmas razões que o atropelador involuntário e protetor imprevisto da jovem deficiente de apenas dez anos de idade, privada de voz, de alegria e de meninice, a passa a designar simbolicamente. Tudo principia com um acidente de viação, num final de tarde chuvosa e fria de outubro, numa cidade sem nome. Tudo termina com a saída de cena do trio nuclear de intervenientes no relato, perdidos para sempre na trama cénica. O suicídio planeado, a fuga libertadora, a morte anunciada. Pelo meio assiste-se ao desfile fragmentário da existência destes três atores chamados ao palco, a representarem os seus papéis de seres viventes em torno do mais idoso, centrada nestes nossos dias atuais, contemplada em 2003 com os prémios Livre Inter e Rosine-Perrier e adaptada ao cinema em 2005 por Jean-Pierre Denis.

Para além da história duma criança atropelada e duma mãe falhada, este romance-ensaio é também ele a história contada a várias vozes dum leitor obsessivo de livros acabados de sair do prelo ou usados por outras mãos, leitor absoluto de livros recentes e antigos, novos e velhos, misteriosos e soberbos, enigmáticos e sublimes, típico leitor compulsivo de livros de todos os géneros, feitios e tamanhos, un gros garçon-livre convertido em livreiro proprietário duma pequena livraria tradicional, obscura e profunda, batizada significativamente de Le Verbe Être, pequena loja de venda direta ao público, como tantas outras em vias de extinção inexorável  muito prevista, neste início de século e milénionum espaço urbano insignificante, sem atrativos particulares, situado no meio agreste da neve e da bruma, presenças assíduas na paisagem local vizinhas do Massif Central.

Nesta história duma mãe efémera que tem medo de falar e escreve frases soltas num caderno de notas, duma filha internada num centro de recuperação e impossibilitada de falar devido ao sono comatoso provocado pelo acidente, dum pai provisório incapaz de falar por palavras suas porque estas não lhe surgem de modo adequado, a melhor solução é mesmo recorrer à voz dos livros, ao redemoinho de palavras alheias neles contidas, às escritas e aos escritores de renome reconhecido, às citações anónimas de extensão variável de autores referidos a todo o momento a quem o autor agradece no final do texto. Depois a situação evolui para novos desastres de efeito devastador. Um curto-circuito na instalação elétrica da velha loja de bairro ateiam um incêndio que convertem Vollard num livreiro sem livraria, num leitor sem livros. A apatia e debilidade crescentes de Éva lançam-na numa floresta de silêncio absoluto. A inaptidão de Thérèse para as funções maternas levam-na a procurar ocupação noutras paragens distantes. A história da mãe transparente que se atrasou, da filha que não a esperou à saída da escola e do vendedor de livros que a atropelou chegou ao fim do seu percurso feito de dramas banais engrandecidos pela poder poético da literatura.

livros que quanto mais se avança na sua leitura mais longe estão de terminar, tão enfadonha nos pareceu a forma seguida para contar uma história. Após esse percurso penoso, tentamos olvidá-lo tão rápido quanto possível. Esses são os livros de que não gostamos e não queremos voltar a encontrar, embora os arrumemos silenciosos na estante, como se tivessem cometido uma falha grave de infância, a partilhar a solidão acompanhada de muitos outros a seu tempo ali colocados. La petite Chartreuse de Pierre Péju não se insere neste grupo de obras mal-amadas, revelando-se de modo diametralmente oposto. Quanto mais avançava na sua leitura mais pena tinha que chegasse ao fim e me deixasse sem vontade de iniciar de imediato uma nova leitura. Ainda não o arrumei na minha biblioteca pessoal. Tem-se mantido ao meu lado enquanto redijo estas linhas e assim vai permanecer à minha vista até encontrar outro que o substitua, porque ainda tem muita coisa para me dizer. A ficção em si, assim como o bem organizado dossier de Catherine Duffau a juntar à leitura da imagem que ilustra a capa por Agnès Verle, L'issue lumineuse de Maria Helena Vieira da Silva. Mas isso são já contas doutro rosário. Por ora fico-me com a memória do salto no abismo do herói da fábula, depois de se ter visto privado das histórias impressas com tinta em folhas de papel em branco, reunidas numa brochura ou numa encadernação, entregando-se num voo livre ao encontro inevitável do esquecimento dos livros.

17 de dezembro de 2020

Dinâmica retórica da boa e da má justiça

Alegoria do Bom e do Mau Juiz
Fresco do séc. ⅹⅴ dos antigos Paços de Audiência de Reguengos de Monsaraz
TITULO I - Das abolição da pena de morte e de trabalhos publicos, e da substituição de uma e outra d'estas pena nos crimes civis - Artigo 1.º Fica abolida a pena de morte. | Art. 2.° Fica tambem abolida a pena de trabalhos publicos. 
TITULO II - Das penas de prisão maior e de degredo, e da applicação das mesmas penas - Art. 6.° A pena de prisão maior perpetua fica abolida. 
Dom Luiz, por graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves

O direito à reintegração social...

Ouve-se por aí dizer à boca cheia que a Ⅲ República deve ser substituída rapidamente por uma Ⅳ República regeneradora﹘ou Ⅱ Estado Novo﹘, por certo mais eficiente do que a atual, pelo menos para os seus proponentes saudosos dos tempos da Outra Senhora, que desejam ver bem marcada a ferrete, com um cunho nacional, conservador, liberal e personalista.

Comenta-se por aí num diz-que-diz continuado que a introdução da castração química resolveria de vez os crimes de violação e abuso sexual de menores que grassam por aí a olhos vistos, desvios que a manterem-se tal e qual perpetuariam uma cultura de impunidade e de desconfiança dos cidadãos face à boa justiça preconizada pelos  pupilos d'O Botas de Santa Comba.

Diz-se por para quem quer ouvir e repetir que a reintrodução da pena de prisão perpétua para certos delitos bárbaros e horrendos, perturbadores da paz e da ordem pública, seriam cortados pela raiz, pondo cobro à justiça assente na libertação dos condenados ao fim de apenas 25 anos, convidando-os a voltar a práticas nefandas em que são mestres incorrigíveis.

Ouve-se, comenta-se, diz-se por aí, a torto e a direito, num vaivém sem fim à vista. Escreve-se, apaga-se e reescreve-se, ao sabor da maré sobre os bons e maus juízes, a propósito de tudo e de nada. Lançam-se novas/velhas ideias em surdina para serem repetidas aos quatro ventos em alta voz a ver se pegam, tudo em nome dos bons costumes e a bem da nação.

Chega de apregoar em surdina ou aos berros, de fazer crer contra tudo e contra todos, de prometer um mundo melhor, mais justo e mais humano, imposto à lei da bala com a recuperação das penas de morte, de mutilação física e de prisão perpétua, muito abolidas entre nós em prol do direito inalienável das gentes de usufruírem do livre arbítrio e da reintegração social.

d

nos antigos Paços de Audiência de Reguengos de Monsaraz um fresco alegórico do Bom e do Mau Juiz, que hoje em dia emanariam das políticas dum bom e dum mau governo. Saibamos nós ler devidamente nas entrelinhas os sentidos figurados ali destacados e devolvamos-lhes os sentidos próprios adequados, para que assim a dinâmica retórica da imagem funcione.

14 de dezembro de 2020

O sabor dum café acabado de fazer

O SENTIDO DOS SENTIDOS: PALADAR
Gosto do sabor do café acabado de fazer. Arábica e Robusta: do Brasil e de Angola, de Cuba e de Timor, da Colômbia e da Etiópia. Simples ou misturados. Se possível acabados de moer em casa. Faz-me lembrar a minha infância, quando o seu aroma perfumado acabado de torrar me chegava das mercearias tradicionais de bairro, agora em vias de extinção. Gosto de fazê-lo todas as manhãs na cafeteira elétrica da cozinha. Beber uma boa chávena almoçadeira. Negro. Quente. Amargo. Forte. AromáticoBebê-lo lentamente, sem pressas, com toda a calma do mundo. Há muito que deixei de beber café feito à pressão nos cafés. Nem a quantidade nem a qualidade me satisfazem. Beber um café é um prazer que uma bica mal tirada e queimada é incapaz de proporcionar.

Gosto de acompanhar o café acabado de fazer com uma torrada de pão de cereais com manteiga ou com doce de laranja amarga. A dieta a que estou sujeito há uns tempos aconselha-me a enriquecer o pequeno-almoço com presunto e queijo curado. O sal deixou de me fazer mal quando a tensão alta passou para tensão baixa e o peso a mais se converteu em peso a menos. A roda dos alimentos resolveu confundir-se com a roda da fortuna. A sorte transformou-se em azar para depois inverterem os papéis, a demonstrar que quando uns sobem outros descem. Dizem que há males que vêm por bem. O melhor mesmo é encarar os golpes inesperados do destino pelo lado positivo da vida. Aproveitá-la o melhor possível e saborear um bom café fumegante acabado de tirar.